domingo, 20 de agosto de 2017

Buscando no passado os valores perdidos

Buscando no passado os valores perdidos



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

TFP americana contra o satanismo nas escolas


TFP americana contra o satanismo nas escolas

A Sociedade Americana de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) tem desenvolvido uma campanha contra a organização satânica After School Satan Club, a qual visa ensinar o satanismo para crianças nas escolas públicas sob a alegação de ter o mesmo direito que outra organização de orientação cristã chamada “Clubes de Boas Notícias“, que promove o ensino religioso nas escolas públicas do País.
Em declaração à BBC Brasil, a diretora nacional do After School Satan Program, do Templo Satânico, Chalice Blythe, alega: “Se cursos religiosos são permitidos nas escolas, nós queremos espalhar nossos clubes por toda a nação para garantir que múltiplos pontos de vista estejam representados“.[i]
Patrocinado pelo Santanic Temple, o After School Satan Club começou em novembro de 2016 no Sacramento Elementary School, em Portland, Oregon. Na ocasião, houve numerosas reclamações, protestos e campanhas de rosários organizados por pais, professores e católicos locais. Segundo Lucien Greaves, seu cofundador, “o clube está aqui para contrastar a presença dos evangélicos Good News Clubs, que estão aqui especificamente para proselitismo para as crianças“.
O Templo Satânico quer abrir pelo menos nove Clubes de Satanás, que exporão crianças com idade entre 4 a 12 anos à influência maléfica de Satanás. Seu programa propõe ensiná-las a:[ii]
– Negar a existência de Deus;
– Rejeitar a idéia de castigo eterno para o mal ou recompensar para o bem;
– Fomentar a falta de preocupação com o pecado e o inferno;
– Substituir a caridade cristã por um humanitarismo ateísta;
– Fazer oposição aos clubes cristãos em escolas públicas.
Como esse programa assusta, a meta do Clube Satânico é – pelo menos – que o ensino religioso nas escolas seja proibido. É o que afirma Chalice Blythe à BBC Brasil: “Se o medo de os satanistas chegarem às escolas públicas for suficiente para justificar que todos os clubes religiosos sejam proibidos, veremos isso como um resultado positivo […] os Clubes de Boas Notícias não deveriam ser permitidos em escolas públicas porque são uma ferramenta usada por fanáticos evangélicos para fazer proselitismo e doutrinar crianças jovens em sua visão extremista de mundo“. Assim, compreende-se o significado das palavras da procuradora Deborah Duprat quando afirmou que “a escola é um lugar estratégico para o fim das ideologias religiosas, que apresentam a escola como a criação dos deuses”.[iii]

Revolução satânica

A revolução satânica está mexendo o tecido moral da nossa nação – declarou o Sr. John Horvat, vice-presidente da TFP americana e autor do ‘best-seller’ Return to Order –adormecendo a nossa cultura de horror ao pecado e preparando o caminho para aberrações mais sórdidas. Por exemplo, uma missa negra satânica foi realizada em Oklahoma City e uma estátua da Santíssima Virgem Maria foi profanada em frente à antiga Catedral São José na mesma cidade, na Véspera de Natal.”
Algumas semanas antes de se realizar a missa negra, a TFP Student Action (Ação Estudantil TFP) lançou em seu site na internet um protesto contra tal ato sacrílego. Mais de 150 mil pessoas enviaram e-mail ao governador e ao prefeito de Oklahoma City, solicitando-lhes abolir o ato. A America Needs Fatima e a TFP Student Action são campanhas da TFP americana e coletaram 47 mil assinaturas. Por sua vez, o site Citizen Go recolheu 107 mil, elevando  o total de assinaturas contra a missa negra para mais de 306.00 mil. Em que pese seu elevado número, elas foram absurdamente ignoradas pelas autoridades estaduais e municipais!
Após longo silêncio da mídia, a BBC Brasil comentou em recente reportagem a propósito da campanha da TFP americana: “Em coro com diversos grupos religiosos, a conservadora TFP (Tradição, Família e Propriedade) americana reagiu, classificando o projeto como ‘sacrilégio’ e convocando fiéis a protestarem ‘pelo retorno da moral cristã’. ‘Precisamos frear a popularidade do satanismo’, destacou a entidade, endossando uma onda de abaixo-assinados criados por igrejas para proibir cursos satânicos para crianças”. [iv]
Aborto e homossexualismo: bandeiras do demônio
Lucien Greaves, segundo a reportagem da BBC, “tem como bandeiras (…) a legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo
O ex-sacerdote satanista Zachary King, por sua vez, comenta que “o aborto é um ‘sacramento’ satânico. Assim como os homens católicos se tornam sacerdotes porque eles são atraídos para a santidade e para o trabalho para Deus, uma clínica de aborto atrai satanistas.”[v]
Quanto ao homossexualismo, disse Nosso Senhor a Santa Catarina de Siena:
Esses infelizes  [ …] caem no vício contra a natureza. São cegos e estúpidos cuja inteligência obnubilada não percebe a baixeza em que vivem.
“Desagrada-me esse último pecado, pois sou a pureza eterna. Ele me é tão abominável que somente por sua causa fiz desaparecer cinco cidades (cfr. Sab. 10, 6). Minha justiça não mais consegue suportá-lo.
“Esse pecado, aliás, não desagrada somente a mim. É insuportável aos próprios demônios, que são tidos como patrões por aqueles infelizes ministros. Os demônios não toleram esse pecado. Não porque desejam a virtude; por sua origem angélica, recusam-se a ver tão hediondo vício. Eles atiram as flechas envenenadas de concupiscência, mas voltam-se no momento em que o pecado é cometido”.
Como podemos notar, a ideologia de gênero, o aborto, o homossexualismo e muitas outras ideologias atuais têm como autor ou inspirador aquele que um dia se revoltou contra Deus e gritou: “Non Serviam!” (não servirei). Tal revolta se manifesta ainda hoje e tem como objetivo a destruição da civilização cristã.
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[i] http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40784156 – acessado em 06/08/2017
[iii] https://ipco.org.br/ipco/por-que-o-socialismo-odeia-a-familia/
[iv] http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40784156
[v] https://ipco.org.br/ipco/videos-revelam-a-dimensao-diabolica-da-industria-do-aborto/#.WYZVblGGPIU

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ideologia de gênero e baldeação ideológica inadvertida

Ideologia de gênero e baldeação ideológica inadvertida








Foi lançado recentemente na Espanha o livro Cuando nos prohibieron ser mujeres y os persiguieron por ser hombres: Para entender cómo nos afecta la ideología de género (Quando nos proibiram ser mulheres e vos perseguiram por serem homens: Para se entender como a ideologia de gênero nos afeta), da filóloga e professora Alicia Rubio (foto ao lado). Após o lançamento, a autora vem sofrendo perseguições e recebendo comunicações de última hora anunciando que suas conferências públicas sobre o tema estão proibidas.
Em entrevista ao blog En Cuerpo y Alma, transcrita pelo site religionenlibertad.com[i], a professora afirma que “a ideologia de gênero é uma construção doutrinária, uma verdadeira ideologia através dos postulados que impõe”. Ou seja, tal ideologia “afirma que não há homens nem mulheres naturais, mas que homens e mulheres são frutos dos convencionalismos, dos aprendizados sociais e imposições. Dessa forma, todos podemos ser homens ou mulheres conforme decidimos… Como estas propostas são bastante extremistas e fora da realidade, elas devem ser impostas mediante leis e educando os menores dentro desta perspectiva o mais rapidamente possível.

Luta de classe entre os sexos

Segundo a professora, “[a ideologia de gênero] surge de um feminismo que odeia o varão, a quem considera a causa de todos os males da mulher. (…) Essa interpretação da natureza humana é a chave do ódio ao varão e desprezo pela mulher, as suas condicionantes biológicos, a maternidade. Com uma aplicação da luta de classes entre os sexos, resulta um instrumento excelente para controlar, e inclusive reduzir drasticamente a população, pelo que começa a ser adotada por organismos internacionais relacionados com a demografia e a irradiar-se através de uma ONU empenhada nesse controle populacional.
A ideologia de gênero caminha a passos rápidos em alguns países, mas tem encontrado obstáculos de ordem moral em outros. Assim, a Profa. Rubia observa que “há países aos quais eu chamo de ‘cobaia’, nos quais as diferentes políticas de gênero têm sido implantadas mediante todo tipo de imposições e manipulações da opinião pública. Como se pode comprovar, o funcionamento de tais estratégias era utilizado em outros países. Em alguns países em que a agenda de gênero está completamente assentada, tem passado já a fase dos despropósitos em que a população nocauteada aceita qualquer aberração jurídicaEm outros, pelo contrário, a coisa está menos avançada, e como se tenta cortar etapas para igualá-los com os pioneiros, a população está se rebelando. Nesses países a pressão está sendo radical e sem dissimulação”.
Resistência contra a ideologia de gênero na ex-URSS
A Profa. Rubia revela que “há países na América hispânica que estão tentando frear as legislações de gênero impostas por governo de todas as cores, que seguem os ditames da agenda de gênero à margem dos desejos de alguns cidadãos que são ignorados. Mas a rebelião mais efetiva provém dos países que pertenceram à URSS, vítimas da reengenharia social comunista, que têm detectado nesta nova ideologia alarmantes semelhanças com o totalitarismo que já viveram. Assim, Hungria, Polônia, Croácia… tentam defender-se das imposições de organismos internacionais para estabelecer as políticas de gênero”.

Baldeação ideológica inadvertida

Em entrevista concedida a uma rádio no dia 7 de abril p.p., a Profa. Rubia declarou que a ideologia de gênero “está tentando converter a masculinidade em ‘machismo’. E ‘machismo’ maltrata. Quer dizer, é uma concatenação [de ideias] que se chama baldeação ideológica inadvertidaa qual quer transformar ‘masculinidade’ em ‘maltrato’, passando antes por ‘machismo’”.
Em janeiro de l966, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicou o livro Baldeação Ideológica Inadvertida e Diálogo[ii], no qual descreve como a Revolução utiliza certas palavras carregadas de energia talismânica, com uma conotação diferente de seu significado semântico, para levar as pessoas a uma verdadeira transformação ideológica. No capítulo II, item 5, desse livro, o autor nos traz um exemplo característico de baldeação ideológica. Vejamos:
“Exemplifiquemos sumariamente, com base na tão difundida trilogia da Revolução Francesa, como uma pessoa infensa ao comunismo pode ser baldeada inadvertidamente para este.
‘Liberdade, Igualdade, Fraternidade’: claro está que nenhuma destas palavras tem um sentido intrinsecamente mau. Sem embargo, delas facilmente se pode abusar.
“Assim, desde que se excite ao máximo em um paciente, por meio de uma hábil propaganda, a paixão da liberdade, pode-se criar nele a apetência desordenada de um estado de coisas em que não haja poder público nem leis. A natureza humana decaída tende facilmente para tal. E os germes ideológicos legados ao mundo pela Revolução Francesa estão carregados de estímulos nesse sentido. Ora, este é também o termo em que, segundo os doutrinadores do marxismo, deve desfechar em sua fase final o Estado totalitário comunista.
“Da exacerbação do apetite de igualdade – tão fácil dada a tendência do homem para a inveja e a revolta – resultam logicamente o ódio de toda hierarquia social e econômica, e o igualitarismo total, inerente ao regime comunista já desde a fase do capitalismo de Estado e da ditadura do proletariado.
“Uma vez exacerbada a ideia de fraternidade, se chega ao ódio de tudo quanto separa e diferencia proporcionada e legitimamente os homens, e, pois, ao anseio da abolição de todas as pátrias, para a instauração de uma república universal: outro objetivo do comunismo.
“Escolhemos como exemplo esses três anseios porque a nosso ver eles ocupam, na bolchevização do Ocidente, um papel capital. Exagerada a estimação destes três valores na mente de alguém, criado em torno deles um clima emocional desequilibrado, é fácil levar o paciente, de etapa em etapa, a um reformismo liberal e igualitário que, tornando-se sempre mais radical, induza primeiramente à simpatia e à cooperação com os comunistas, para chegar afinal à aceitação do próprio comunismo, tido como a realização absoluta e perfeita da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.”
Dr. Plinio também nos mostra em sua obra que a melhor maneira de tirar a força mágica da palavra-talismã é “exorcizá-la” mediante a explicitação. Do mesmo modo, o combate à ideologia de gênero se faz denunciando-a em todos os seus aspectos, mostrando toda a sua maldade em seus métodos e táticas para destruir a imagem de Deus no homem.
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[i] http://www.religionenlibertad.com/vivir-del-dinero-publico-acallar-disidentes-adoctrinar-ninos-los-pasos-58444.htm – acessado em 31/07/2017.
[ii] http://www.pliniocorreadeoliveira.info/livros/1965.pdf

sábado, 22 de julho de 2017

Fatos que a imprensa não quer que você saiba

Fatos que a imprensa não quer que você saiba


Quando um “gato pingado” qualquer do lobby homossexual abre a boca para dizer alguma estupidez ou “novidade” a respeito da ideologia de gênero, as tubas da Revolução ressoam aquilo por todo o mundo como se fosse o fato mais importante do momento. Contudo, essas mesmas tubas silenciam qualquer fato importante em defesa da família e contra a ideologia de gênero. Foi o que constatamos com dois fatos recentes ocorridos em continentes diferentes.

No Panamá, sadia reação popular em defesa da família

O primeiro deles aconteceu no dia 13 de julho na capital panamenha, onde cerca de 100 mil pessoas de diferentes organizações religiosas e da sociedade civil promoveram uma marcha contra a ideologia de gênero e em defesa da família.
Os manifestantes rejeitaram um projeto de lei sobre saúde e educação sexual – Educación Integral de la Sexualidad (EIS) – e exigiram do governo e dos políticos respeito aos valores morais e à Constituição, segundo os quais o casamento só é válido entre homem e mulher. Também pediram a condenação dos pedófilos.
A marcha teve início na Igreja do Carmo e seguiu até o Parlamento, na Praça 5 de Maio, um trecho de três quilômetros. Os participantes vestiam camisas brancas e portavam cartazes com mensagens contra a ideologia de gênero. Alguns diziam: “No queremos ideologías extranjeras”.
Segundo informou a Alianza Panameña por la Vida y la Familia, as EIS “estão impregnadas da ideologia de gênero” e “são encorajadas e aconselhadas pelo UNFPA”, a agência da ONU conhecida por difundir o uso de contraceptivos e o aborto.
Na ocasião, o Presidente da Assembleia Nacional, Rubén de León Sánchez, recebeu uma delegação das organizações pró-vida, pró-família e da Igreja Católica, e anunciou que devolveu o projeto para ser discutido novamente.
Em um comunicado à imprensa, a Aliança do Panamá para a Vida e a Família instou o Estado a garantir “o direito dos pais a participar, escolher, aprovar, apresentar e definir propostas em relação à educação na sexualidade que é ensinada aos seus filhos menores”,assim como “objetar para qualquer tipo de educação sobre sexualidade que seja  contrária  à lei natural, a seus valores ou princípios éticos, morais, espirituais e /ou religiosos (…)” [i]

Prefeito italiano proíbe ideologia de gênero nas escolas

O outro fato silenciado pelas tubas da Revolução aconteceu na Itália.
O site “Infovaticana” informou no dia 11 de julho que o prefeito recém-eleito da cidade de Verona retirou dos colégios o material de doutrinamento LGBT. Diz o site: “Seu nome é Frederico Sboarina (foto ao lado), um dos poucos políticos que se atreveu a levantar-se contra o lobby LGBT, de onde se pretende introduzir os postulados de uma ideologia de gênero nas escolas a  fim de doutrinar as crianças.”[ii]
Em sua campanha eleitoral, Sboarina defendia a oposição à difusão da ideologia de gênero nas escolas, mediante propostas educativas desenvolvidas em colaboração com as associações de família, com a finalidade de promover o respeito à dignidade masculina e feminina sem menosprezar suas valiosas diferenças naturais”.
Exigia ainda a “retirada das bibliotecas, das escolas municipais, inclusive de orfanatos, dos livros que promovem a equiparação da família natural com as uniões do mesmo sexo e interrupção das iniciativas que promovam indiretamente o mesmo objetivo”. Entre os livros recolhidos pelo prefeito de Verona, se encontra, por exemplo, o célebre Con tango son tres (capa ao lado),  que conta a história de dois pinguins machos que cuidam juntos de um ovo e formam “uma família”.
As destemidas e oportunas atitudes de Frederico Sboarina têm provocado forte reação do movimento homossexual. Organizações como a Associação Italiana de Editores e a International Publishers Association pediram ao prefeito que reconsidere a sua decisão. Arcigay, uma das principais organizações LGBT da Itália, atacou Sboarina por ter permitido uma “fogueira de livros”, ao passo que os defensores da medida dizem que a decisão do prefeito é “lutar contra uma campanha bem organizada e subsidiada de imposição ideológica”.

 A falsa liberdade revolucionária

Tais fatos demonstram a existência de uma reação sadia contra essa ideologia demolidora da família tradicional como Deus a instituiu. E quebram assim a aparente unanimidade em torno da Revolução, que por sua vez impõe silêncio sobre eles.
Esta é a tão propalada liberdade de imprensa – a mesma que a Revolução Francesa proclamava, e da qual Madame Roland disse, antes de ser executada: “Liberdade! Quantos crimes se cometem em teu nome.
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[i] https://www.aciprensa.com/noticias/video-panama-marcha-pro-familia-hace-retroceder-ley-de-salud-sexual-y-reproductiva-18467/
[ii] https://infovaticana.com/2017/07/11/alcalde-verona-retira-los-colegios-material-adoctrinamiento-lgtb/

Vídeo da marcha contra a ideologia de gênero e em defesa da família no Panamá

domingo, 9 de julho de 2017

Preocupações concernentes à situação do mundo e da igreja

Preocupações concernentes à situação do mundo e da Igreja*



“Nossa Senhora também disse que Portugal jamais perderia a fé. E eu vejo isso se estendendo também ao Brasil, porque a união entre Portugal e o Brasil é simplesmente muito estreita.”

O Emmo. Cardeal Raymond Leo Burke nasceu no dia 30 de junho de 1948 em Richland Center (Wisconsin, EUA) e cursou o seminário Holy Cross e a Catholic University of America em Washington. Completou seus estudos de Direito Canônico na Universidade Gregoriana de Roma em 1971. Ordenou-se sacerdote quatro anos depois. O Papa João Paulo II nomeou-o bispo de La Crosse em 1994 e arcebispo de St. Louis em 2003. Bento XVI elevou-o ao cardinalato em 2010. Durante cinco anos — até 2015 — ocupou o cargo de Prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, sendo atualmente Patrono da Ordem Soberana e Militar de Malta. O insigne Purpurado é uma voz proeminente nos ambientes conservadores, especialmente em assuntos atinentes à Igreja, à família e à situação norte-americana. Em sua recente visita ao Brasil, o Cardeal Burke passou pelas capitais do Pará, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo para lançamento de seu livro O Amor Divino Encarnado – A Sagrada Eucaristia como Sacramento da Caridade [para a reportagem click aqui] —, obra que revela profunda devoção eucarística. Catolicismo obteve uma entrevista exclusiva por meio de nosso colaborador Dr. Mario Navarro da Costa, na sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

“Fiquei muito impressionado com o entusiasmo das pessoas. Pude constatar que são fiéis católicos muito ardorosos, desejosos de conhecer mais profundamente sua fé e também praticá-la”

Catolicismo — Eminência, muito obrigado por conceder esta entrevista à revista Catolicismo. Poderia dizer a nossos leitores se já conhecia o Brasil, qual o motivo desta visita a algumas cidades brasileiras e sua impressão sobre nosso País? 
Cardeal Burke — Esta é a minha primeira visita ao Brasil e o propósito dela foi apresentar a tradução em português de meu livro sobre a Sagrada Eucaristia, O Amor Divino Encarnado – A Sagrada Eucaristia como Sacramento da Caridade. Então escolhemos quatro cidades maiores nas quais o apresentaríamos. Sei que o País é muito grande e não poderia percorrê-lo todo, mas foi ótima esta primeira vinda aqui, ocasião em que percorri Belém, Brasília, Rio de Janeiro, e, finalmente, São Paulo. Fiquei muito impressionado com o entusiasmo das pessoas que vieram em grande número para a apresentação do livro. Falando com elas, pude constatar que são fiéis católicos muito ardorosos, desejosos de conhecer mais profundamente sua fé e também praticá-la.

“Diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida rezei especialmente pelo Brasil, porque estou convencido da importância do País em relação ao mundo inteiro, por causa de sua fé católica

Catolicismo —Neste ano em que comemoramos o 300º aniversário de Nossa Senhora Aparecida, soubemos que Vossa Eminência esteve no Santuário d’Ela. 
Cardeal Burke — Sim, eu pensei: “Eu não poderia vir ao Brasil e não visitar Nossa Senhora Aparecida”. Vindo do Rio de Janeiro para São Paulo, passei por Aparecida do Norte e, claro, o destaque da peregrinação foi rezar diretamente diante da sua imagem. Rezei especialmente pelo Brasil, porque estou convencido da importância do País em relação ao mundo inteiro, por causa de sua fé católica. Além de rezar nessa intenção, pude celebrar a Santa Missa num altar consagrado pelo Papa João Paulo II nas intenções dos católicos brasileiros.

“Creio firmemente que os portugueses têm uma missão muito importante a cumprir no mundo inteiro, em proclamar e ensinar a Mensagem de Fátima. E agora diria o mesmo em relação ao Brasil”

Catolicismo — Em suas viagens Vossa Eminência visita muitas paróquias e grupos católicos. Quais as preocupações gerais que habitualmente os fiéis lhe exprimem a respeito da situação do mundo e da Igreja?
Cardeal Burke — Os fiéis manifestam-se muito preocupados com a situação do mundo cada vez mais laico, com o cruel ataque a vidas humanas inocentes de nascituros indefesos através do aborto, a generalização da prática da eutanásia, e até a negação da liberdade da Igreja de prosseguir com integridade a sua missão. E, mais recentemente, esta enormidade denominada “teoria de gênero”, pela qual as pessoas tão presunçosas pensam poder redefinir nossa natureza sexual, que naturalmente se destina a juntar homem e mulher em uma vida inteira de fiel união, à qual Deus concede o dom da vida humana. Com a introdução dessa terrível teoria, nossa natureza sexual será reduzida a uma espécie de avenida de luxúria e de graves atos imorais.
Todos esses fiéis veem isso, que constitui escândalo para eles, fonte de profundas angústias, porque veem seus filhos e netos crescendo nesse mundo, causa de não pequenas preocupações, pois ficam sem saber se permanecerão fiéis a Nosso Senhor ou se vão cair nessa grande infelicidade da vida de pecado. Sobretudo em nossos dias, em que tanta confusão penetra até na própria Igreja. Por exemplo, está acontecendo toda essa confusão sobre atos intrinsecamente maus quanto à possibilidade de se receber a Sagrada Comunhão sem se confessar, apesar de a pessoa se encontrar em pecado mortal.
Todas essas questões fundamentais estão sendo postas em dúvida e causam, é claro, grande angústia nas pessoas. Tenho viajado bastante, limito-me a apresentar o ensinamento básico da Igreja e as pessoas ficam gratas ao ouvi-lo. Eu sempre lhes digo: “Nada tenho de novo a lhes oferecer, o que tenho a lhes oferecer é o que continua sempre novo, ou seja, as verdades de nossa Fé”.

“Está se dando toda essa confusão sobre atos intrinsecamente maus quanto à possibilidade de se receber a Sagrada Comunhão sem se confessar, apesar de a pessoa continuar em pecado mortal”

Catolicismo — A viagem de Vossa Eminência ao Brasil está se dando no centenário das aparições e da Mensagem de Fátima, das quais os brasileiros sentem-se muito próximos — não somente pelos laços históricos e psicológicos que os unem a Portugal, mas também porque nosso povo nutre grande devoção por Nossa Senhora. E agora também, devido ao milagre que permitiu a canonização dos bem-aventurados Francisco e Jacinta Marto, com a cura de um menino brasileiro. Vossa Eminência julga que as revelações de Fátima se referem somente ao século XX, ou elas têm atualidade para os católicos de hoje? 
Cardeal Burke — Elas são absolutamente relevantes para os dias de hoje, porque estão no centro da luta fundamental à qual Nossa Senhora se refere em sua mensagem: luta da fé, luta da Igreja contra as forças do mal, contra as forças do secularismo, do ateísmo, do relativismo, que nada mais fizeram senão continuar ao longo das décadas — agora faz um século — das aparições. Por ocasião deste centenário, fui estudar de novo toda a história das aparições e da mensagem, e as julgo mais oportunas do que nunca, as julgo de grande importância. Sobretudo na presente crise na Igreja, em que parece haver uma confusão e uma divisão se estabelecendo, o apelo de Nossa Senhora é para mantermos a fé na sua integridade, rezar, em especial o Santo Rosário, amar e participar da santa Eucaristia, particularmente nos primeiros sábados do mês, para nos fortificarmos e permanecermos próximos de Nosso Senhor nestes tempos muito terríveis. Nossa Senhora também disse que Portugal jamais perderia a Fé. E eu vejo isso se estendendo também ao Brasil, porque a união entre Portugal e o Brasil é simplesmente muito estreita. Em uma recente apresentação que fiz para o Rome Life Forum, eu disse crer firmemente que os portugueses, e especialmente os bispos portugueses, têm uma missão muito importante a cumprir no mundo inteiro, em proclamar e ensinar a Mensagem de Fátima. E agora diria o mesmo em relação ao Brasil.

“Julgo [as aparições de Fátima] mais oportunas do que nunca, de grande importância — sobretudo na presente crise na Igreja, em que parece haver uma confusão e uma divisão se estabelecendo”
Catolicismo — Numa carta ao Cardeal Carlo Cafarra, a Irmã Lúcia afirmou: “A batalha final entre o Senhor e o reino do demônio será sobre o matrimônio e a família”. E que é para não temer,“porque Nossa Senhora já esmagou a cabeça de demônio”. Vossa Eminência confirma essa apreciação? Em caso positivo, a propósito de que assuntos a batalha é atualmente mais forte, e como os fiéis poderão ser bons soldados de Cristo? 
Cardeal Burke — Eu acho que a luta continua sendo em grande parte a batalha pelo matrimônio e pela família. E julgo que a Irmã Lúcia, ao escrever ao então padre Carlo Caffarra — agora Cardeal —, ela disse para não perder a esperança. Mas ela não afirmou que a luta havia acabado! Em outras palavras, sabemos que a vitória será o triunfo do Coração Imaculado de Nossa Senhora, o triunfo de Nosso Senhor, mas penso que ainda virão muitos sofrimentos. Por exemplo, a “teoria de gênero”, que agora está se tornando tão disseminada nos Estados Unidos. Eles impõem isso no currículo das escolas, de modo que as crianças de muito tenra idade estão aprendendo que podem mudar o seu gênero. Essas coisas são simplesmente inimagináveis! Então eu penso que a batalha pelo matrimônio e pela família continua. Precisamos ter essa esperança que a Irmã Lúcia nos encoraja a ter, mas ao mesmo tempo saber que há uma luta na qual nos sentimos engajados.

“Nossa Senhora também disse que Portugal jamais perderia a Fé. E eu vejo isso se estendendo também ao Brasil, porque a união entre Portugal e o Brasil é simplesmente muito estreita.”

Catolicismo — Vossa Eminência julga que no mundo atual é importante para os católicos a Sagrada Escravidão a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Grignion de Montfort? Em caso afirmativo, por que razões?
Cardeal Burke — Tornamo-nos escravos de Nossa Senhora para sermos discípulos fiéis de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nossa Senhora pertenceu a Nosso Senhor completa e totalmente desde o primeiro instante da concepção. Ela foi preservada de toda mancha do pecado original. Ela concebeu Nosso Senhor sob a sombra do Espírito Santo e O trouxe ao mundo sob o seu Imaculado Coração. Ela foi a primeira e melhor discípula d’Ele. O coração d’Ela foi misticamente transpassado ao pé da cruz pela lança do soldado romano que feriu o Sagrado Coração de Jesus. E Nossa Senhora nos ensina a ser totalmente de Nosso Senhor. Suas últimas palavras registradas no Evangelho foram nas Bodas de Caná, quando Ela disse ao mordomo do vinho para fazer tudo o que Ele lhe mandasse. Assim, queremos ser completamente um só coração com a nossa bem-aventurada Mãe, ser escravos no melhor sentido da palavra, pois damos a Ela todo o nosso coração. Porque com Ela podemos dar todo nosso o coração ao Sagrado Coração de Jesus.
*Entrevista publicada na revista “Catolicismo”, nº 799, Julho/2017

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ideologia de gênero, família e igualitarismo

Ideologia de gênero, família e igualitarismo



A Revolução – com “R” maiúsculo – é um processo multissecular que tem por objetivo a destruição da civilização cristã. Ela teve início no final da Idade Média e sua causa profunda é uma explosão de orgulho e sensualidade, como está magistralmente descrito no livro Revolução e Contra-Revolução, do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.
A sensualidade avançou de maneira sutil, quase imperceptível, durante muito tempo, até desembocar no desbragamento moral de nossos dias, com o amor livre, as uniões homossexuais, o aborto, as modas e os costumes imorais.
“O orgulhoso – afirma o Prof. Plinio – odeia genericamente todas as autoridades e todos os jugos, e mais ainda o próprio princípio de autoridade, considerado em abstratoE porque odeia toda autoridade, odeia também toda superioridade, de qualquer ordem que seja. E nisto tudo há um verdadeiro ódio a Deus”.
Lutero, Robespierre e Che Guevara: três faces da Revolução. “A explosão protestante do sécula XVI, A Revolução Francesa e a Revolução comunista constituem como que as três fases de um imenso movimento, uno pelo espírito, pelos objetivos e até pelos métodos”. Plínio Corrêa de Oliveira
O orgulho gerou o protestantismo – revolta contra a autoridade papal –, denominado pelo Prof. Plinio de I Revolução. Em 1789 eclodiu a Revolução Francesa – II Revolução –, simétrica à primeira. Ela transpôs para o campo civil os mesmos erros do protestantismo, ou seja, revolta contra a monarquia e a aristocracia e exaltação da democracia como a única forma legítima de governo. No início do século XX tivemos a III Revolução – o comunismo –, que foi a revolta do proletariado contra a burguesia, pois uma vez abatidas na sociedade ocidental e cristã as desigualdades religiosas e civis pelas duas primeiras revoluções, não restara senão a desigualdade de fortunas.

A Revolução odeia a família

A Revolução quer a “abolição dos corpos intermediários entre os indivíduos e o Estado, bem como dos privilégios que são elementos inerentes a cada corpo social. Por mais que a Revolução odeie o absolutismo régio, odeia mais ainda os corpos intermediários e a monarquia orgânica medieval. (…) Entre os grupos intermediários a serem abolidos, ocupa o primeiro lugar a família. Enquanto não consegue extingui-la, a Revolução procura reduzi-la, mutilá-la e vilipendiá-la de todos os modos[i] (grifo nosso).
Como a família ocupa o primeiro lugar dos grupos intermediários a serem destruídos pela Revolução, compreendemos todo o seu esforço para a implantação da ideologia de gênero.
Neste sentido, uma declaração da Suprema Corte do México, em 2015,  deixou transparecer toda a agressividade e fúria dessa ideologia em seu método para destruir a família.
Segundo o site LifeSiteNews de  15 de junho de 2015, o Supremo Tribunal de Justiça do México declarou inconstitucional qualquer lei que reconheça o casamento apenas como entre um homem e uma mulher: “Qualquer lei estadual que considere que o propósito do casamento é procriação e/ou que o define como sendo celebrado entre um homem e uma mulher, é inconstitucional”, diz a declaração.
De acordo com as decisões daquela Corte, é “discriminatório” vincular “os requisitos do casamento às preferências sexuais”, pois isso “exclui injustificadamente os casais homossexuais – que estão em condições semelhantes aos casais heterossexuais – do casamento”.

A reação da Igreja


O bispo de Nuevo Laredo, Dom Gustavo Rodríguez Vega (foto ao lado), reagiu energicamente a essa declaração, e juntamente com o clero de sua diocese, emitiu uma nota assegurando que preferia ir à prisão a ser obrigado a celebrar as uniões homossexuais.
“Eles não podem exigir que uma instituição como essa seja contrária aos seus princípios”, afirma a nota, que foi divulgada em noticiários locais e nacionais. “Deixe a Suprema Corte enviar os bispos e os sacerdotes para a prisão, quem quiser, mas a Igreja não pode ir contra a Lei de Nosso Senhor Jesus Cristo”, dizia a nota.
E continua: “Nós sabemos que podemos ir à prisão, se alguns casais decidirem se casar civilmente, mas não vamos dar a bênção. Esta lei não pode obrigar a Igreja, a qual não pode ir contra seus princípios e, de fato, os únicos que virão para a Igreja serão aqueles que compartilham os nossos princípios.
O clero da diocese afirmou que sua posição é “baseada em razões científicas, antropológicas, sociais e religiosas”, as quais provam que o casamento é entre “um homem e uma mulher”. Ainda segundo a nota, a decisão da Suprema Corte de criar um “casamento” homossexual é uma “separação das águas, e o mundo inteiro não vai concordar e a Igreja não está de acordo com esta definição”.

Perseguição religiosa

Temos inúmeros outros casos de implantação draconiana da ideologia de gênero no Ocidente. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma cartorária de Morehead, no estado de Kentucky, foi presa por se recusar a lavrar uma escritura de “união” entre duas pessoas do mesmo sexo.[ii] Ainda nesse país, os donos de uma confeitaria tiveram que pagar uma exorbitante multa por se recusarem a fazer um bolo para festa de “união” entre duas lésbicas.[iii] Ambos os casos invocaram princípios religiosos para as suas recusas.
Também por motivos religiosos, um casal foi preso na Alemanha porque a filha não participou de aulas de educação sexual. Por sua vez, na Noruega, um casal teve seus cinco filhos sequestrados pelo Estado por “excesso de doutrinação cristã”, como alegaram os agentes do governo daquele país.[iv]
Assim, a ideologia de gênero está sendo draconianamente imposta através de decisões da Suprema Corte de cada país, sem base nas respectivas legislações. É, aliás, o único modo de impingi-la à população, que rejeitaria em bloco qualquer tentativa nesse sentido que partisse do Parlamento, cujos membros são eleitos pelo voto popular. Os juízes, pelo contrário, não precisam desse voto e, como declarou com cinismo um magistrado brasileiro, não devem satisfação ao público. Trata-se de uma verdadeira ditatura judicial.

Apogeu e crise do comunismo

A destruição da família, como deseja a ideologia de gênero, é propriamente a consequência natural do processo revolucionário. Para entendê-lo, cumpre analisar como esse processo continua, apesar da decadência do comunismo. Decadência que seria na aparência uma vitória da civilização cristã. Mas, infelizmente, não é o que está acontecendo. Vejamos:
A Revolução caminha de etapa em etapa. Assim, a III Revolução gerou a IV, que vai nascendo. “Nascendo, sim, à maneira de requinte matricida. Quando a II Revolução nasceu, requintou, venceu e golpeou de morte a primeira. O mesmo ocorreu quando, por processo análogo, a III Revolução brotou da segunda. Tudo indica ter chegado agora para a III Revolução o momento, ao mesmo tempo pinacular e fatal, em que ela gera a IV Revolução, e por esta se expõe a ser morta.” – comenta Dr. Plínio.[v]

Ideologia de gênero e tribalismo

A derrocada do comunismo – III Revolução –, vítima da própria hipertrofia do Estado totalitário, “vai dando origem a um estado de coisas cientifista e cooperativista, no qual – dizem os comunistas – o homem terá alcançado em grau de liberdade, de igualdade e de fraternidade até aqui insuspeitável”.
Gurus de Woodstock
Consequentemente, teríamos uma sociedade tribal. A revolução hippie da Sorbonne, em maio de l968, e o festival de Woodstock, nos Estados Unidos, em agosto de 1969, são exemplos desse tipo de sociedade, com a explosão da sensualidade, do amor libre e das drogas.
Na sociedade tribal o homem já não pensa, e a coesão dos membros é assegurada por um pensar e sentir do qual decorrem hábitos comuns e um comum querer. O pensamento humano será reduzido a nada “com o ‘Pensamento selvagem’, um pensamento que não pensa, mas que se volta apenas para o concreto”, dirigido por um “guru”, como acontece, por exemplo, com a moda que é ditada por um personagem carismático e misterioso. Muitos seguem a moda de uma forma irracional, sem saber de onde ela partiu e por que a seguem.
A consequência disso pode ser “uma sociedade coletivista tribal, onde ao pajé incumbe manter, num plano místico, esta vida psíquica coletiva, por meio de cultos totêmicos carregados de    ‘mensagens’ confusas, mas ricas dos fogos fátuos ou até mesmo das fulgurações provenientes dos misteriosos mundos da transpsicologia ou da parapsicologia. É pela aquisição dessas ‘riquezas’ que o homem compensaria a atrofia da razão.”[vi]
Compreende-se, pois, que numa sociedade assim não haverá família. O igualitarismo terá atingido o seu ápice, desaparecendo todas as desigualdades, até mesmo entre os sexos. A ideologia de gênero, neste sentido, parece ser a ponta-de-lança da Revolução.
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[i] RCR – Parte I, Capitulo I, 3A
[ii]https://ipco.org.br/ipco/kim-davis-presa-obedecer-lei-deus/
[iii] https://ipco.org.br/ipco/a-intolerancia-dos-tolerantes/#.WVcLXojyvIU
[iv] https://ipco.org.br/ipco/a-ideologia-de-genero-e-contra-os-termos-pai-e-mae/
[v] RCR – Parte III, Capítulo III -A Quarta Revolução que nasce
[vi] RCR – Parte III, Capítulo IV Revolução e tribalismo: uma eventualidade