domingo, 14 de janeiro de 2018

Cientistas desmascaram mais uma vez a Ideologia de Gênero

Cientistas desmascaram mais uma vez a Ideologia de Gênero






sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

“Fake News” e guerra psicológica revolucionária

“Fake News” e guerra psicológica revolucionária
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Hans Christian Andersen (1805-1875) foi um escritor dinamarquês, autor de contos infantis como Soldadinho de ChumboO Patinho FeioA Pequena Sereia etc. Entre suas várias obras, tornou-se célebre “A Roupa Nova do Rei”.
Nesse conto ele narra a história de um rei vaidoso que foi vítima – digamos – de uma má informação. O monarca foi informado de que havia em sua cidade dois visitantes que teriam muita habilidade em costurar roupas muito chiques e mágicas.
O rei chamou os dois forasteiros e lhes disse: “Ouvi dizer que os senhores fazem roupas maravilhosas, é verdade?” – “Oh sim, majestade. Não só maravilhosas, mas também mágicas. Somente os mais inteligentes podem vê-las, os tontos não veem. Mas estas roupas são muito caras”.
O rei então disse aos homens que eles podiam cobrar o que quisessem, mas o importante é que fizessem as roupas mágicas e magníficas.
Após uma semana, voltam os costureiros: “Aqui estão as suas belas roupas, majestade. Elas não são magníficas? De tão precioso o tecido, nem chega a pesar nada!”.
O rei e todos os seus criados não viram nada, mas para não passarem por tontos, exclamaram: “São realmente magníficas!”.

“O rei está nu”, alertou a criança.
O monarca decidiu usar as suas roupas “mágicas” num desfile pela cidade. À medida que o iam “vestindo” com aquelas roupas, os costureiros, ou melhor, os trapaceiros, diziam: “Oh majestade suas roupas lhe caem muito bem!”.
O rei olhou-se no espelho e exclamou: “Eu não estou encantador?” –  “Oh sim, majestade”, disseram todos os seus criados.
O monarca mandou então que abrissem todos os portões do palácio para que o povo o admirasse com a nova roupa.
Todos ficaram espantados ao ver o rei, mas como ouviram dizer que só os tontos não conseguiam ver a nova roupa, gritaram: “Como o rei está belíssimo!” Somente uma criança, no meio daquela multidão, gritou: “O rei está nu!”. E o rei percebeu que tinha sido enganado.
Os internautas aceitam o que diz a internet sem questionar a veracidade
Você tem de imaginar que uma pintura
 ou escultura está na sua frente”, diz Newstrom.
Em 23 de setembro de 2014 a rádio canadense CBC veiculou um programa baseado num texto do site da própria emissora. Nele, uma “artista” norte-americana, Lana Newstron, teria lançado uma “nova tendência” de obras invisíveis, as quais ela pretendia vender por 35 mil dólares.
Esse programa de rádio foi criado por dois comediantes, Pat Kelly e Peter Oldring, que fabricam histórias satirizando assuntos atuais. Eles esclarecem o seu objetivo:
“A artista de 27 anos, Lana Newstrom, diz que ela é a primeira artista do mundo a criar ‘arte’ invisível. Neste documentário, viajamos para o estúdio vazio para aprender mais sobre Lana e seu processo artístico incomum.
"Só porque você não vê nada, não significa que eu não coloquei horas de trabalho na criação de uma peça específica. (…) A arte é sobre a imaginação e é isso que o meu trabalho exige das pessoas que interajam com ela. Você tem de imaginar que uma pintura ou escultura está na sua frente”, diz Newstrom.

“Paul Rooney, o agente de Lana, acredita que ela pode ser o melhor artista que trabalha hoje: ‘Quando ela descreve o que não pode ver, você começa a perceber porque uma de suas obras invisíveis pode obter mais de um milhão de dólares’, disse Rooney.
Este é um programa de assuntos atuais que não só fala sobre os problemas, mas os fabrica. Nada está fora dos limites – política, negócios, cultura, justiça, ciência, religião – se for relevante para os canadenses, descobriremos o ‘Isto’ e o ‘Isso’ da história.
No campo artístico, há muito espaço para interpretação e pensamos que seria interessante empurrar a ideia para o extremo, a arte invisível”, disse um dos criadores do show na rádio canadense.
O mais surpreendente é que o site da CBC teve mais de 40 mil visualizações sem ninguém contestar a veracidade do fato. Por isso, comenta um de seus idealizadores As pessoas leem tão rapidamente na Internet que muitos não tomaram o tempo para verificar se era verdade ou não.
Fake News
As notícias falsas, chamadas “fake news”, têm ganhado espaço na internet e o TSE teme que elas possam influenciar no resultado das próximas eleições. Elas são produzidas por falsos perfis nas mídias sociais. Existem também os robôs digitais que reproduzem notícias falsas com uma velocidade incrível, com um determinado fim. “Os robôs são programas que agem de forma autônoma na internet, simulando o comportamento humano. São perfis falsos nas redes sociais. Bots ficam amigos de outros bots, e também de pessoas reais que não sabem da existência deles. São programados para visitar todo tipo de destino na internet, inclusive os portais de notícias falsas e as redes sociais. Simulam uma multidão de pessoas conversando ou vendo seu anúncio, só que é tudo artificial. Agem freneticamente: tanto para difundir opinião e fake news por meio de massificação (cut/paste), a serviço de algum interessado, que paga os programadores; bem como para inflar as audiências de publicidade, enganando os otimizadores de compra de mídia. Esta avalanche de tráfego falso é chamada de NHT, isto é, tráfego não humano, na sigla em inglês”, comenta um site especializado.[1]
Guerra Psicológica Revolucionária
Estamos, pois, diante de uma nova modalidade de guerra psicológica revolucionária. Os casos acima narrados, embora fictícios, podem ter sido uma experiência prévia ou uma demonstração de como se pode manipular a opinião pública.
O Professor Plinio Corrêa de Oliveira descreve como se processa a guerra psicológica revolucionária:
“Guerrear tirando do adversário a vontade de fazer a guerra é um modo ainda de guerrear. E a isto se chama hoje em dia uma arma a mais. Todos os especialistas da guerra além da infantaria, dos tanques, da marinha, da aeronáutica, da artilharia, reconhecem como nova guerra a guerra psicológica destinada a fazer que um país vença outro país.
“Agora o que é guerra psicológica revolucionária? Pode ser que uma determinada corrente empenhada em fazer uma Revolução use esses recursos contra as classes sociais ou contra as correntes ideológicas que se oponham a essa Revolução. É o caso do comunismo. Ele usa contra a burguesia toda a forma de recursos destinados a tirar da burguesia a vontade de resistir; a tirar da classe popular a conformidade e boa amizade com a burguesia e a jogá-la contra a burguesia, subconscientemente, por meio de estímulos. Esta é a guerra psicológica revolucionária.
Quando se lê a História, tem-se a impressão de que certos grupos históricos sempre conheceram – como? também não sei  –  essa arte. Porque quando vamos ver a expansão do Protestantismo no século XVI; da Revolução nos séculos XVIII e XIX, da Revolução Francesa; e do comunismo em nossos dias, e agora do ecologismo, nós vemos que sempre tudo se passa como se essa arma fosse utilizada por eles no próprio benefício e em detrimento ao adversário. Donde essas vitórias em cadência dessas revoluções sobre os adversários. É claro que não é o fator único dessa vitória, mas é um fator muito poderoso.”[2]
Opinião Pública, rainha do mundo
A respeito da opinião pública, diz Dr. Plinio no primeiro número da revista “Catolicismo”, em 1951: “‘A opinião pública é a rainha do mundo’escrevia Voltaire. Em nossos dias, esta afirmativa se torna cada vez mais verdadeira. Formar a opinião tem sido o objetivo constante de todas as forças ocultas ou não, que vêm tentando desde o século XVIII, ou quiçá desde o século XVI, a conquista do mundo.”
A opinião pública de hoje é uma rainha despida de valores morais e sem força para lutar. Vítima desse novo artifício de guerra psicológica revolucionária, ela se encontra abobada ou anestesiada e não dá ouvido quando alguém a alerta sobre esse grave problema. A insanidade parece ter dominado as mentes.
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A Honra: uma virtude esquecida

A Honra: uma virtude esquecida

Por Jurandir Dias

Nossa sociedade vive uma crise sem precedentes na história da humanidade. A desonestidade paira em todos os campos, especialmente na política. Os casos de prisões pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, por exemplo, são prova disso. A causa dessa crise é a perda de valores morais, especialmente da honra.

Chegamos a esse ponto devido a um processo multissecular que vem desde a decadência da Idade Média até os nossos dias. Tal processo foi magistralmente exposto pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Revolução de Contra-Revolução.[1]

O cavaleiro medieval

A Fé e a Honra são os traços marcantes do cavaleiro medieval
A honra era um sentimento que dominava e impregnava toda a vida social na Idade Média. A Cavalaria inspirou esse sentimento em algumas instituições poéticas, especialmente nos trovadores. Hoje, quando se quer dizer de um homem que ele possui a plenitude das qualidades do varão católico, diz-se que ele é um cavaleiro. Tal qualidade, infelizmente, também está em vias de desaparecer por causa do igualitarismo que nivela por baixo as pessoas, inclusive igualando os sexos feminino e masculino. Já não se tem o respeito que se deve a uma moça ou senhora.

O homem tinha muito respeito pela palavra empenhada nos negócios. Assim, por exemplo, no Brasil do século XIX havia pessoas que, como garantia, davam um fio de barba. A outra parte do negócio tomava aquele fio e o guardava num envelope, restituindo-o quando a dívida fosse quitada. O fio de barba valia mais do que a assinatura sobre o contrato escrito. Era o próprio contrato, pois com este gesto o devedor empenhava a sua honra; era a garantia de que cumpriria o seu compromisso.

Prisioneiro da honra

Guerra dos Cem Anos – Batalha de Crécy
 Manuscrito de Jean Froissard
Em uma aula sobre a Idade Média, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira conta a história de um senhor feudal francês que havia sido preso pelos ingleses na guerra dos Cem Anos. Exigiam dele certa quantia de resgate para que fosse posto em liberdade. Ele disse então:

— Eu não tenho dinheiro.
— Mas você tem o tal castelo que poder nos ceder.
— Não posso, porque esse castelo, eu empenhei minha palavra, pertence a fulano.
— Mas há outro castelo.
— Também não posso. Empenhei minha palavra, pertence a sicrano.
— Mas há tal coisa assim a que você tem direito.
— Não posso porque isso é de meu suserano. Tenho também minha palavra empenhada.
— Então você não pode nada?
— Não, em virtude das leis da honra, eu não posso nada. Não dou nada e continuo prisioneiro.

Este homem – comenta o Prof. Plinio – era prisioneiro apenas de sua honra. Os ingleses estavam dispostos a fazer com ele qualquer negócio, assinar com ele qualquer papel que lhes desse um pretexto para tomar esse castelo. Mas ele estava preso por uma prisão maior que todas as outras prisões: ele tinha sua palavra de honra.[2] (grifos nossos)

A honra é um dos maiores bens humanos. As pessoas, no empenho de manter a honra, são levadas a evitar o mal. Ela “liga-se à virtude da fortaleza através da magnificência, a qual fortalece a alma para empreender grandes feitos. De modo especial através do pudor, ela liga-se à virtude da temperança, a qual modera as inclinações do homem para que ele aja segundo os ditames da razão. Do mesmo modo a honra está ligada à virtude da justiça através da virtude da religião que nos manda respeitar os superiores.”[3]
 “A honra autêntica é o brilho da virtude, sua aura. É o eco da virtude na sociedade, o sinal de que ela é reconhecida e admirada. Ali onde a virtude está condenada a ficar sem eco e, portanto, sem brilho, ela não é acessível senão a alguns grandes solitários. De onde a necessidade de se continuar a cultivar a honra. A honra é uma intermediária necessária entre os ideais e o comum dos mortais.”[4]
Não há honra onde não há verdade nem justiça
No final da guerra do Vietnã, o representante do Vietnã do Sul foi pressionado a assinar um acordo de paz. Após a assinatura, num ato de repúdio àquele acordo, ele jogou a caneta no chão. Sobre isso, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira escreveu na Folha de São Paulo:
Nixon, discursando para seu país e para o mundo, asseverou que o acordo de Paris entre os dois Vietnãs podia ser considerado o início de uma paz com honra. O que há de real nessa afirmação?
Comecemos pelo que diz respeito à honra. Não há honra onde não há verdade nem justiça. Afirmou-se que aquele acordo foi feito sob a égide da justiça. Ora, isso não é verdade. (grifo nosso)
A justiça exige, num acordo em que se afirma não haver vencedores nem vencidos, uma inteira igualdade entre as partes. Ora, a desigualdade, no caso concreto, não podia ser maior.
É explicável – pelo menos sob certo ponto de vista – que se realize um plebiscito para saber se o povo do Vietnã do Sul quer a continuação do atual regime. Mas, então, por que não se organiza também um plebiscito para averiguar se o povo do Vietnã do Norte deseja a continuação do regime comunista?
Se os EUA retiram suas tropas do Vietnã do Sul, por que não faz o mesmo a outra parte beligerante? Em outros termos, por que os norte-americanos não têm o direito de estar no Vietnã do Sul, mas se admite que, depois do armistício, ali se encontrem aglutinados em incontáveis bolsões, os guerrilheiros do Vietnã do Norte?
Num acordo em que tais disparidades – para não falar senão destas duas – se ostentam desinibidamente, ninguém pode falar de honra. E afirmar que esse início de paz é baseado na honra, é pura e simplesmente uma inverdade.
Aliás, este acordo nem sequer constitui um genuíno acordo. Quando ele foi assinado, todos previam que não daria início à paz, mas simplesmente à retirada dos norte-americanos. E aí estão os fatos. Mal serenadas (por quanto tempo, ninguém o sabe...) as hostilidades no Vietnã, Pequim e Hanói se saem com uma investida contra o governo anticomunista do Camboja, e exigem tanto a restauração do governo pró-comunista de Suvana Phuma quanto a retirada das tropas americanas.
Todos os que celebraram esse "acordo", pelo mundo afora, com discursos e festas possuem de sobejo os elementos para medir a precariedade desse acordo. Eles comemoraram com a mais contraditória das alegrias um início de paz com honra, que nem promete uma verdadeira paz, nem se fez segundo a honra.
De minha parte, acho infinitamente mais lógica a atitude do representante do Vietnã do Sul que, depois de haver assinado o acordo sob pressão brutal dos acontecimentos, jogou a caneta ao chão...”[5]
Uma frase de Churchill se tornou célebre quando os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e da França – respectivamente, Chamberlain e Daladier – celebrara o Pacto de Munique com Hitler, em 1938: ‘Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra, e terão a guerra’.
A infâmia e a ignomínia são contrárias da honra
Por aí se veem as consequências desastrosas da perda do sentido da honra. Para possuí-la totalmente o homem precisa praticar todas as virtudes. Neste sentido, a honra é a beleza espiritual que reluz na conduta do homem virtuoso.[6]
O contrário da honra é a infâmia ou ignomínia. Diz a escritura: "A glória será o prêmio do sábio, a ignomínia será a herança dos insensatos”. (Provérbios 3, 35)
Nos dias atuais, entretanto, o homem em sua hipocrisia vai além e se jacta da sua própria degradação. Chega-se às vezes a zombar das virtudes e da honra.
Os heroicos Macabeus que no Antigo Testamento lutaram contra os erros de sua época tinham como lema: “É melhor morrer do que viver em uma terra devastada e sem honra”. Mas nós, que temos a honra de sermos católicos apostólicos romanos e que fomos resgatados pelo Sangue preciosíssimo de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelos méritos de sua Paixão e Morte na Cruz, preferimos dizer: “É melhor lutar do que viver acomodado em uma civilização devastada e sem honra!

domingo, 26 de novembro de 2017

MST rejeita terra doada para fins de reforma agrária

MST rejeita terra doada para fins de reforma agrária
Por Jurandir Dias

Em 2003, Gilberto Gil, compositor e ex-ministro da Cultura do governo Lula, doou uma propriedade ao MST na zona rural de Cravolândia (BA), a cerca de 300 quilômetros de Salvador. Localizada próxima à Fazenda Palestina, antiga produtora de café para exportação transformada pelo governo num assentamento de 4,3 mil hectares, a propriedade, contudo, continua sem moradores.
Largaram mão e o capim tomou conta. Tem carrapato de matar com o pau. Antigamente era café, laranja, manga, muita fruta que tinha aqui. Jaqueira, gado… Hoje, está tudo largado”, disse Florisvaldo, um pequeno proprietário que se dispôs a acompanhar uma equipe de reportagem da Folha de São Paulo até o local.
A direção do MST alega que o abandono da propriedade doada para fins de reforma agrária se deve ao tamanho e às dificuldades de acesso, e também porque não houve investimentos em infraestrutura: “De acordo com a direção do MST no Estado, a área doada por Gilberto Gil não comporta um assentamento de reforma agrária, as informações que temos apontam que o sítio possui entre 40 a 70 hectares. Esse processo pode ser confirmado com o Incra, órgão responsável pelo processo de desapropriação. Além disso, existem diversas dificuldades de acesso, tendo em vista que historicamente não houve investimentos em infraestrutura”[i] (grifo nosso)
Em 2015, a Fazenda Cedro, localizada no município de Marabá, no sudeste do Pará, foi invadida pelo MST, que abateu cerca de 30 animais de alto valor genético, queimou casas e equipamentos.
Segundo o site g1.globo.com , “de acordo com os funcionários da fazenda, cerca de 80 homens armados e encapuzados participaram da invasão ao local, rendendo seguranças e funcionários.
“Essas pessoas entraram já atirando e já colocando fogo nas casas. Já iam roubando, saqueando e outros iam queimando. Eles cercaram os seguranças e teve o confronto. E desigual, porque temos apenas quatro seguranças e eles eram mais de 80 pessoas”, relata uma testemunha que não quis se identificar.
“Onze casas foram totalmente destruídas, além de uma motocicleta e um trator.” [ii]
Em outra ação criminosa, desta vez em Quedas do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, com a participação de mil mulheres, o MST destruiu aproximadamente 1,2 milhão de mudas de pinus de um viveiro do Projeto Quatro, da Araupel.
A invasão aconteceu na madruga do dia 8 de março de 2016, numa ação relâmpago que causou um prejuízo estimado em R$ 5 milhões. [iii]
“Mais de mil mulheres, armadas com machados, facões e pedaços de pau, impediam a saída de quem estava na empresa. Em poucos minutos, o grupo pichou muros, placas e também as estufas, onde são realizados os testes. Um vídeo, divulgado pelo próprio movimento, mostra as mulheres derrubando plantas e depredando a estrutura dos viveiros. A ação faz parte da jornada nacional de lutas das mulheres no campo”, afirma a reportagem do site da Globo. [iv]
Esses são apenas alguns exemplos de ações do chamado “Exército do Stédile”. Se o leitor se der o trabalho de pesquisar no Google, verá páginas e páginas de notícias referentes a invasões e vandalismo desse movimento.
O Brasil possui uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, com cerca de dois terços delas constituídos de terras devolutas. A Reforma Agrária poderia ser feita nessas terras, mas o MST alega “dificuldade de acesso” e “falta de infraestrutura”.  Contudo, as terras devolutas começam onde terminam as propriedades particulares.
Os fatos provam que o MST não quer terras para trabalhar, mas deseja apenas desestruturar a economia agrária, uma das mais fortes do País. Ele o faz levando o caos social ao nosso campo, invadindo propriedades, danificando o patrimônio particular, matando o gado, roubando e destruindo as plantações.

[ii] http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2016/01/policia-investiga-ataque-fazenda-cedro-em-maraba.html
[iii] www.abim.inf.br/exercito-do-stedile-barbaridade-odio-e-impunidade/

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Coisa de preto, coisa de República, coisa de Dilma...

Coisa de preto, coisa de República, coisa de Dilma...

Por Jurandir Dias

Há dias atrás repercutiu largamente no noticiário nacional e internacional o caso de William Waack, jornalista da Globo, acusado de racismo e afastado de suas funções por causa da infeliz expressão “coisa de preto”.

Tudo começou há um ano quando William Waack, então âncora do Jornal da Globo, anunciava a vitória de Donald Trump nas eleições americanas.  Antes de entrar ao vivo, mas com as câmeras e microfones ligados, ele se irrita com o som de buzinas vindo da rua, diz alguns impropérios e exclama: “fazer isto é coisa de preto”.

No dia 07 de novembro p.p., William Waack, no Jornal da Globo, a propósito do centenário da revolução russa,  exibia fotos de Leon Trotsky, Stalin e Lenin, sobre os quais comentou: “Cem anos atrás nem eles achavam que poderiam se manter no poder em Moscou, mas conseguiram. Conseguiram às custas das liberdades que diziam defender. Lenin iniciou um dos mais bárbaros, sanguinários e opressores regimes da história da humanidade. A Revolução Russa levou à criação do que foi o maior estado do século XX: a União Soviética. Este estado implodiu em 1991 sob o peso da própria incapacidade de fazer a economia funcionar.(...) A revolução russa prossegue sendo um símbolo poderoso. Não é à toa que a gente escolheu este símbolo (a bandeira da União Soviética) para que vocês vejam, confiram.  A bandeira da União Soviética não existe mais. Ela é o símbolo de que utopias interpretadas e conduzidas por partidos políticos que acham que sabem o que é melhor para as pessoas. Essas utopias terminam em regimes repulsivos e totalitários. O russos deram pouca atenção hoje à data.”

Coincidência ou não, no dia seguinte a esse comentário,  “vazou” na imprensa aquele de um ano atrás e em seguida o jornalista foi dispensado de suas funções. Isto parecia uma carta guardada na manga para usar no momento propício.

O fato foi motivo de comentários de especialistas e jornalistas, entre os quais destaco o do  prof. Paulo Cruz, mestre em Ciência e Religião:

 Mas as palavras de Waack não fazem dele um racista. Eu diria assim: todo racista diz aquilo, mas nem todos que dizem aquilo são racistas. Esse tipo de estupidez está no imaginário brasileiro há mais de um século. E mais: não sem um fundo de verdade. Acompanhe meu raciocínio, caro leitor.
“Após a proclamação da República, os republicanos sepultaram a esperança dos negros, lançando-os na mais absoluta marginalidade.

“No fim do século 19, o movimento abolicionista pedia o fim da escravidão sem indenização aos fazendeiros; os novos cidadãos livres é que seriam auxiliados. Para isso, André Rebouças escrevia sobre reforma agrária, e a princesa Isabel, principal aliada do movimento, coordenava um projeto de indenizações aos ex-escravos. Em carta reveladora ao Visconde de Santa Vitória (sócio do Barão de Mauá), agradece a intenção do banqueiro em colaborar com a causa.

Princesa Isabel
“O problema é que, um ano e seis meses após a assinatura da Lei Áurea, um golpe militar minou o projeto abolicionista. A família imperial foi expulsa do país e os republicanos sepultaram a esperança dos negros, lançando-os na mais absoluta marginalidade. Joaquim Nabuco, numa carta a Rebouças em 1893, disse: ‘Com que gente andamos metidos! Hoje estou convencido de que não havia uma parcela de amor do escravo, de desinteresse e de abnegação em três quartas partes dos que se diziam abolicionistas. [...] A prova é que fizeram esta República e depois dela só advogaram a causa dos bolsistas, dos ladrões da finança, piorando infinitamente a condição dos pobres. É certo que os negros estão morrendo e, pelo alcoolismo, se degradando ainda mais do que quando escravos, porque são hoje livres, isto é, responsáveis, e antes eram puras máquinas, cuja sorte Deus tinha posto em outras mãos (se Deus consentiu na escravidão)’

“Em resposta, Rebouças também lamenta: ‘Ah, meu bom Nabuco, que erro irreparável foi desviar o Brasil da evolução democrática iniciada pela Abolição, para lançá-lo no redemoinho das revoluções incessantes e intermináveis”. Posteriormente, o sociólogo marxista Florestan Fernandes, mesmo atribuindo a condição do negro única e exclusivamente a fatores externos, diz que “muitos agiam como ‘desordeiros’, provocando repetidamente ‘forrobodós’ nos cortiços, pela madrugada, ou dentro de seus cômodos’.  (grifos nossos)

“Ou seja, associar “coisa de preto” à desordem reflete, infelizmente, a postura do próprio negro perante os desafios e impossibilidades que se impuseram no pós-abolição. Perpetuar essa mentalidade é um horror, mas não pior que perpetuar a “cultura de gueto”.[i]

O caso de William Waack nos trouxe algumas lições: aprendemos um pouco de história e vimos como a nossa República é como o demônio, ou seja, ela não dá o que promete. Aprendemos também que o PT, o Lula e a Dilma se consideram “coisa de preto”. Assim, em sua conta no Twitter, no dia 13 p.p., Dilma se expressou de um modo inegavelmente racista: “Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto”. Isto, contudo, é coisa de Dilma.