terça-feira, 17 de outubro de 2017

Ideologia de Gênero: a batalha final?

Ideologia de Gênero: a batalha final?



A batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o matrimônio e a família”, afirmou a Irmã Lúcia, vidente de Fátima, em uma carta enviada ao Cardeal Carlo Caffarra, Arcebispo de Bolonha (Itália).[1]
Em 16 de fevereiro de 2008, o Cardeal Carlo Caffarra havia celebrado uma Missa na tumba de São Pio de Pietrelcina, após a qual deu uma entrevista para a ‘Tele Radio Padre Pio’, quando lhe perguntaram acerca da referida carta.
            “A batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será a respeito do Matrimônio e da Família. Não temam, porque qualquer pessoa que atue a favor da santidade do Matrimônio e da Família sempre será combatida e enfrentada em todas as formas, porque este é o ponto decisivo”, disse o Cardeal.
O Cardeal Caffarra acrescentou ainda que, “falando também com João Paulo II, a gente podia sentir que a família era o ponto central, pois é o fundamento da criação, a verdade da relação entre o homem e a mulher ao longo das gerações. Se o pilar fundamental é transtornado, todo o edifício fica paralisado e agora vemos isto, porque estamos justamente neste ponto e sabemos”.
Concluiu o Cardeal: “E fico comovido quando leio as melhores biografias do Padre Pio a respeito de como este homem esteve tão atento à santidade do matrimônio e à santidade dos esposos, inclusive, com justificável rigor em algumas ocasiões.
As profecias e as revelações particulares nunca são feitas de modo claro. Elas não são como uma notícia de um fato acontecido, mas sim que vai ou poderá acontecer. Portanto, não revelam a data nem o modo como tal fato se dará. Só na medida em que os fatos revelados forem acontecendo e se encaixam como num quebra-cabeça é que se percebe a analogia entre eles e a profecia.
Imagem Peregrina Internacional
de Nossa Senhora de Fátima
Assim, a previsão de Nossa Senhora de Fátima em 1917,  de  que a Rússia espalharia os seus erros pelo mundo, não poderia ser entendida naquele contexto histórico. Não se sabia de que erros Ela falava. Tal previsão ficou evidente somente após a Revolução bolchevique e a execução da Família Imperial Russa, em 17 de julho de 1918. Hoje, porém, os erros do comunismo estão por toda parte.
Foi pensando nisso que me perguntei se essa insana ideologia de gênero já não seria a “batalha final” de que fala a Irmã Lúcia.
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ideologia de gênero é propriamente uma ideologia. Ela não é uma teoria ou simplesmente uma ideia maluca. Toda ideologia parte de um pressuposto, de uma premissa. A partir dela se constrói um raciocínio ou silogismo no qual se funda a ideologia. Se a ideia inicial for falsa, todo o edifício ideológico que se constrói a partir dela também será evidentemente falso. O comunismo, por exemplo, parte do princípio de que toda desigualdade é um mal. A partir daí têm-se as consequências desse princípio que são as revoluções, as mortes que ele causou e as ideologias que a partir dele surgiram com o fim de destruir a civilização cristã.
Para se combater uma ideologia com eficácia, é preciso combater antes o seu princípio inicial. A ideologia de gênero parte de dois princípios: a) o sexo é um aspecto biológico do homem e da mulher; b) o “gênero” é o sexo socialmente construído. O primeiro princípio é verdadeiro. O segundo, porém, contém o erro. E é a partir desse erro que se construiu essa ideologia.
A palavra “gênero” vem carregada da energia de uma palavra-talismã. Ela é usada em sentido diferente do seu significado etimológico, pois gênero significa coisas diferentes que têm relação entre si. Por exemplo: gênero literário, gênero musical, gêneros cinematográficos etc. As palavras têm gêneros: gênero masculino, gênero feminino e gênero neutro. O gênero delas depende do país ou da região. Assim, a palavra sangue, por exemplo, pode ser do gênero masculino em português, feminino em espanhol (la sangre) e neutro (the blood) em inglês. Os seres humanos e os animais têm sexos, e não gênero.
Se o “gênero” é definido socialmente ou psicologicamente, a pessoa pode trocá-lo sempre que desejar. O homem poderá mudar para o “gênero” feminino e, se quiser, volta a ser do “gênero” masculino. A mudança de “gênero”, contudo, não muda o sexo da pessoa porque está no DNA. Uma pessoa, mesmo após a morte, pode ser identificada se é do sexo masculino ou feminino através do seu esqueleto. Homens e mulheres são iguais na sua essência – ambos têm um corpo e uma alma –, mas são diferentes na sua constituição física.
Segundo essa ideologia sem base científica, todas as pessoas – homens e mulheres – nascem iguais. Uma das consequências desse princípio é um igualitarismo exacerbado com o desaparecimento dos sexos masculino e feminino.
A outra consequência é a abolição do único tipo de casamento verdadeiro que é entre um homem e uma mulher. O homem e a mulher são diferentes biologicamente.  É por isso que eles se complementam no casamento. Se fossem iguais, não haveria como se complementarem. Como todos são iguais, de acordo com a ideologia de gênero, qualquer “casamento” é válido. Assim, as uniões entre pessoas do mesmo sexo, as uniões com membros da própria família e até com animais – pois até lá vai essa loucura! – são válidas. Aparecem, então, vários tipos de “famílias”. O resultado será a destruição da família como Deus a instituiu.
Para “compensar” a diferença biológica entre o homem e a mulher, estabelece-se o aborto e o uso de anticoncepcionais. Isto será um “direito humano” da mulher, o qual tem que ser provido pelo Estado. Assim, afirma Lucila Scavone: “Em um primeiro momento a maternidade foi reconhecida como um handicap (defeito natural) que confinaria as mulheres em uma bio-classe. Logo, a recusa da maternidade seria o primeiro caminho para subverter a dominação masculina e possibilitar que as mulheres buscassem uma identidade mais ampla, mais completa e, também, pudessem reconhecer todas suas outras potencialidades. Por exemplo, a luta política das mulheres  francesas, nos anos 1970, para obter a pílula contraceptiva e o aborto como direito político, possibilitou a efetivação desta recusa.[2] (grifos nossos)
Vinny Ohh de 22 anos, gastou mais de US$ 50 mil
(cerca de R$ 156 mil) em 110 procedimentos
estéticos para se parecer com um “alienígena assexual”.
Tudo isso indica o fim da família e da sociedade, da qual a família é o núcleo. Teremos uma sociedade sonhada pelo demônio onde o homem já não seria a imagem e semelhança de Deus (Genesis 1:26). Tal sociedade se me afigura um pesadelo ou um filme de terror, com pessoas assexuadas e mais de 60 tipos de “gêneros”, segundo as mídias sociais.
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Estamos, pois, diante de uma revolução que visa mudar não só a sociedade, mas também o homem. A maioria das revoluções, contudo, foram feitas com guerras e custou a vida de milhares de pessoas. A ideologia de gênero, por sua vez, é uma revolução pacífica. Ela não usará armas letais, mas será imposta pela legislação e pelo Poder Judiciário de cada nação mediante a prisão e pesadas multas para aqueles que se opuserem. Provam-no fatos recentes acontecidos nos EEUU, na Alemanha e na Noruega.[3]
Se a ideologia de gênero for a batalha final de que fala a Irmã Lúcia, já vislumbramos em seu termo o Reino de Maria, com o cumprimento da promessa de Nossa Senhora em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!
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[2] Lucila Scavone, “A maternidade e o feminismo: diálogo com as ciências sociais” – http://www.scielo.br/pdf/cpa/n16/n16a08.pdf – acessado em 12/10/2017


domingo, 8 de outubro de 2017

A batalha continua…

A batalha continua…


Tramitava desde agosto de 2015 o Plano Nacional de Educação (PL 1038/15) –– o qual fazia referência à ideologia de gênero que seria introduzida nos currículos escolares ––quando, em 14 de junho de 2016, graças ao esforço do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e de muitos defensores da instituição familiar (através de telefonemas, envios de e-mails, fax, contatos com parlamentares etc.), o referido plano foi aprovado, só que sem menção a essa famigerada ideologia. A campanha de e-mails do IPCO enviou 78.548 mensagens aos deputados de São Paulo.
Contudo, os inimigos da família continuaram a agir como se não tivessem sofrido uma fragorosa derrota, não só no Estado de São Paulo, mas na maioria das cidades brasileiras e, especialmente, no Congresso Nacional.
Assim, trava-se atualmente em diversos colégios e universidades uma renhida batalha a propósito da implantação de banheiros destinados à esdrúxula diversidade de “gênero”. A Câmara Municipal de Barretos (SP), por exemplo, convocou a população para uma audiência pública no dia 21 de setembro a fim de debater sobre o assunto. [1]
Como, de acordo com o PL 1038/2015, não há base legal para a implantação da ideologia de gênero nas escolas, o vereador Raphael Aparecido de Oliveira (PRP) alega que, “segundo o Governo do Estado de São Paulo, as escolas devem seguir a Lei Estadual nº 10.948, que versa sobre discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero”. Essa lei, entretanto, não faz referência à “identidade de gênero” nem a banheiros, mas à “prática de discriminação em razão de orientação sexual”.[2]
Tal manobra, porém, chamou a atenção do bispo diocesano de Barretos, D. Milton Kenan Júnior (foto ao lado), especialmente pela insistência do Estado em implantar a ideologia de gênero nos colégios. “Causa preocupação o fato de o Estado brasileiro num momento de tanta fragilidade política e social, insistir por implantar nas escolas públicas ações que não erradicam a discriminação ou o preconceito (no caso dos homossexuais, discentes travestis e transexuais), mas corroboram com a falência da instituição familiar e a devastação de valores que promovem a família e a dignidade da vida humana” – observou o Prelado.
Nesse sentido, adverte que “admitir a sexualidade como ‘construção social’ é relativizar o que há de mais sublime na existência, ou seja, a maternidade, a família, a religião, a ética, a tradição, os valores culturais”. (grifo nosso)
Reduzir o tratamento da ‘identidade sexual’ a um conjunto de medidas sem considerar as implicações na vida pessoal, social e comunitária dos indivíduos e, sem ouvir todos os interessados como as famílias, os educadores, as igrejas e os que estão mais próximos da formação das novas gerações soa como uma atitude arbitrária” ––  assinalou o prelado.
Segundo os promotores dessa ideologia, existem mais de 60 tipos de “gêneros”. Como é impraticável e economicamente inviável a construção de um banheiro para cada gênero, certamente manterão os dois banheiros, masculino e feminino, mas em lugar das palavras “homem” e “mulher” colocarão um símbolo indicando todos os “gêneros”. Esta é a meta, ou seja, a extinção dos sexos conforme Deus os criou!
Como podemos notar, essa batalha nada tem a ver com banheiros, mas com a quebra –– através de um igualitarismo revelador de uma profunda revolta contra a ordem estabelecida por Deus no Universo –– das últimas barreiras existentes entre as pessoas, quais sejam as diferenças entre os sexos. Rompem-se também assim os últimos vestígios da modéstia, do pudor e do respeito que deve existir entre as pessoas de sexos diferentes, privando-as deste indispensável muro de proteção sem o qual em nada elas se diferenciam dos animais.
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O que diria Pio XII sobre “artes” blasfemas?

O que diria Pio XII sobre “artes” blasfemas?


Por Jurandir Dias

           
Dante diz na Divina Comédia que as obras dos homens são netas de Deus, porque realizadas por filhos de Deus.[1] Poderíamos então dizer o mesmo em relação ao demônio, de quem as apresentações do Queermuseu em Porto Alegre, da peça blasfema “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” e de muitas outras podem ser consideradas netas, pois foi ele que as inspirou aos seus realizadores com o objetivo de ofender a Deus.

            Se arte “é a reta razão de fazer algumas obras” e a beleza é o reflexo de Deus, pois “o ser de todas as coisas deriva da Beleza divina”, como define Santo Tomás de Aquino, a blasfêmia não pode ser considerada arte.[2]

            “Santo Tomás define o belo como sendo o que agrada ver (pulchrum es id quod visum placet) ou o que agrada pelo conhecimento”. A beleza é o que causa satisfação aos sentidos. O ouvido se deleita com uma bela música e a vista com uma bela pintura, por exemplo. Mas a acessibilidade ao belo através dos sentidos só é possível porque estes estão penetrados pela razão.[3]

            Em seu célebre ensaio Revolução e Contra-Revolução, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira escreve que “Deus estabeleceu misteriosas e admiráveis relações entre certas formas, cores, sons, perfumes e sabores e certos estados de alma, é claro que por estes meios se podem influenciar a fundo as mentalidades e induzir pessoas, famílias e povos à formação de um estado de espírito profundamente revolucionário. Basta lembrar a analogia entre o espírito da Revolução Francesa e as modas que durante ela surgiram. Ou entre as efervescências revolucionárias de hoje e as presentes extravagâncias das modas e das escolas artísticas ditas avançadas”.[4]
            Ao defender a exposição blasfema de Porto Alegre, diz Alexandre Karnal: Arte em si não tem utilidade. Arte é um diálogo total com a subjetividade humana, ou seja, arte é aquilo que eu consigo ser humano, expressar todas as capacidades da criação humana chocando, embelezando ou até atacando valores. Arte me desinstala, me tira de onde eu estou, foge do senso comum.”  [5]

            Em entrevista ao jornal Nexo, o filósofo Renato Janine critica a sadia reação das pessoas que se manifestaram contra a exposição nudista no Museu de Arte de São Paulo, classificando-a como resultado da ignorância do povo: “Está em jogo a ignorância. As pessoas nem procuram se informar do que se trata e já reagem. As que invadiram o MAM provavelmente defendem a autoridade dos pais sobre os filhos. No caso, a criança estava acompanhada da mãe, havia avisos [do museu sobre o conteúdo], a mãe autorizou que a criança tocasse na perna do artista. (...) Elas simplesmente têm uma reação ideológica, de ódio. Isso é muito preocupante porque estão fazendo a ignorância e intransigência delas prevalecer sobre a complexidade das coisas.”[6]  Ora, se a criança que passou a mão sobre o corpo nu do “artista “ estava acompanha da mãe, torna o fato ainda mais grave.

            O filósofo inglês Roger Scruton, por sua vez, observa que “se uma obra de arte não é nada mais que uma ideia, qualquer um pode ser um artista e qualquer objeto pode ser uma obra de arte. Não há mais necessidade de habilidade, gosto ou criatividade.
            “Então, a arte de hoje nos mostra o mundo como ele é, o aqui e agora com todas suas imperfeições; mas o resultado realmente é arte? Certamente uma coisa não é uma obra de arte somente porque mostra um pedaço da realidade (a feiura incluída) e se autointitula ‘arte’. A arte precisa de criatividade, (…) ela é um chamado para que os outros vejam o mundo como o artista o vê”. [7]
            Pio XII condenou todo tipo de arte que “falta gravemente à ordem moral” e também aqueles que a divulgam sob o pretexto de que tal arte tem “valor artístico e técnico”:

Cristo entrega as chaves a São Pedro
 e o institui fundamento único da Igreja
“A Igreja, que protege e apoia o desenvolvimento de todos os verdadeiros valores espirituais — tanto as ciências quanto as artes A têm tido como Patrona e Mãe — não pode permitir que se atente contra os valores que ordenam o homem para Deus, seu fim último. Ninguém deve, pois, surpreender-se de que nesta matéria que requer, também, muita prudência, Ela tome uma atitude de vigilância, conforme a recomendação do Apóstolo: "Provai todas as coisas; retende o que é bom; abstende-vos de toda aparência de mal" (1 Tess. 5, 21-22).

“É necessário, portanto, condenar os que ousam afirmar que determinada forma de difusão pode ser explorada, valorizada e exaltada, mesmo se falta gravemente à ordem moral, contanto que tenha valor artístico e técnico. É verdade que a arte — como relembramos por ocasião do V Centenário da morte do Angélico —, para ser tal, não precisa necessariamente cumprir uma missão ética ou religiosa explicita. Mas se a linguagem artística se adaptasse, nas palavras e cadências, a espíritos falsos, vazios e perturbados, isto é, se, desviando-se dos desígnios do Criador, em vez de elevar o espírito e o coração a nobres sentimentos excitasse as paixões mais vulgares, ela encontraria via de regra uma acolhida favorável, mesmo que fosse apenas em virtude da novidade, que nem sempre é um valor, e da tênue parte de real que toda linguagem contém. Tal arte, todavia, se degradaria, renunciando a seu aspecto primordial e essencial, e não seria universal e eterna como o espírito humano a quem se dirige". — (Encíclica Miranda Prorsus, sobre o Cinema, o Rádio e a Televisão, de 8-IX-1957). ("Catolicismo", nº 92, agosto de 1958)[8]

Na época de Pio XII, entretanto, os revolucionários ainda não tinham ousado a usar a arte para blasfemar contra Nosso Senhor Jesus Cristo, Nossa Senhora, a Eucaristia etc. O que diria esse Papa se vivesse em nossos dias? O que diria ele também do silêncio desconcertante da Hierarquia católica diante de tais fatos?



[1] ALIGHIERI, Dante. Divina Comédia. Inferno, Canto XI, v.105.
[3] Jolivet, Régis. Tratado de filosofia III. Metafísica. Rio de Janeiro: Agir, 1965, p.259 
[4] Plinio Corrêa de Oliveira, “Revolução e Contra-Revolução”, cap. 10 – 2.
[5] https://www.youtube.com/watch?v=6WuRmUBsRDI

sábado, 30 de setembro de 2017

Não tomarás o seu Santo nome em vão

Não tomarás o seu Santo nome em vão

Por Jurandir Dias


Estamos vivendo uma época de cataclismos: furações, terremotos, maremotos etc. Entretanto, há um “cataclismo” pior, do qual a maioria das pessoas não se dá conta. Trata-se da maré negra de blasfêmias que há tempo vinha ocorrendo nos Estados Unidos e que atinge agora a nossa Pátria, tomando proporções inimagináveis.

Uma exposição em Porto Alegre demonstrava um ódio profundo à religião católica, atingindo o que a Igreja tem de mais precioso, que são a Eucaristia, Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Graças aos protestos de importantes setores da sociedade, essa mostra foi fechada antes do prazo previsto.

Contudo, os inimigos da religião continuam suas investidas anticristãs com a peça blasfema "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu", que apresenta Jesus Cristo como um transexual. Novamente Nosso Senhor Jesus Cristo é ultrajado.

Esta apresentação foi interditada em Jundiaí por decisão do juiz Luiz Antonio de Campos Júnior (foto ao lado), da 1ª Vara Cível da cidade. Para ele, figuras religiosas e sagradas não podem ser "expostas ao ridículo": ”Muito embora o Brasil seja um Estado Laico, não é menos verdadeiro o fato de se obstar que figuras religiosas e até sagradas sejam expostas ao ridículo, além de ser uma peça de indiscutível mau gosto e desrespeitosa ao extremo inclusive”, concluiu o magistrado.[1]

Já em Porto Alegre, o desfecho não foi o mesmo. Sob a alegação de liberdade de expressão, o juiz José Antônio Coitinho, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Alegre, indeferiu o pedido de suspensão da peça blasfema. Em sua decisão, afirmou que "censurar arte é censurar pensamento e censurar pensamento é impedir desenvolvimento humano". E acrescentou: “Não se pode censurar a peça sob o argumento de que não estamos de acordo com o seu conteúdo”.

Sem nenhuma base legal, diz um trecho da sentença: "E, sem citar um único artigo de lei, vamos garantir a liberdade de expressão dos homens, das mulheres, da dramaturga transgênero e da travesti atriz, pelo mais simples e verdadeiro motivo: porque somos todos iguais,[2]
Com o claro intuito de promover a famigerada ideologia de gênero, continua: "Transexual, heterossexual, homossexual, bissexual, constituem seres humanos idênticos na essência, não sendo minimamente sustentável a tese de que uma ou outra opção possa diminuir ou enobrecer quem quer que seja representado no teatro".
Espanta que um Juiz possa proferir uma sentença sem citar nenhum artigo de lei. Além de ser uma blasfêmia representar Nosso Senhor Jesus Cristo como um transexual, trata-se também de difamação e escárnio. Se a lei protege todos os brasileiros contra a difamação, por que não protegeria Nosso Senhor Jesus Cristo?

O juiz Coitinho age como Pilatos, que proferiu a sentença infame para agradar a maioria. A única diferença é que agora não se trata de maioria, mas de uma minoria cujo lobby, com o apoio de certos magistrados, da mídia e de empresas como o Santander e o Itaú, faz muito barulho.

Por outro lado, esse Juiz parece desconhecer o artigo 208 do Código Penal, que proíbe:
Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso.”

Alguém poderia objetar que a liberdade religiosa concede a todos o direito dizer o que queiram sobre religião. Este é o princípio da liberdade religiosa. Contudo, este direito não vai ao ponto de alguém atacar os direitos de terceiros. Assim, se Nosso Senhor é ofendido ao ser apresentado como um travesti ou transexual, do mesmo modo são ofendidos todos os cristãos.

Por acaso esse Juiz considera que a tão propalada “liberdade de expressão” se sobrepõe até à legislação e à própria liberdade de consciência dos indivíduos?

“A verdadeira liberdade de expressão jamais pode ser interpretada como a liberdade de investir contra os princípios religiosos, sociais e políticos que os dados mais rudimentares da razão natural, da Moral e da Revelação apontam como indiscutíveis”, diz recente manifesto do IPCO.[3]

A propósito de uma discussão a respeito do uso do Crucifixo em repartições públicas, declarou certa vez o Ministro Gilmar Mendes: É uma leitura da Constituição divorciada da cultura judaico-cristã que desenvolvemos. O símbolo não é só religioso, mas de uma cultura que precisa ser reconhecida.” E ironizou: “Essa discussão levada ao extremo pode nos obrigar a revogar o calendário gregoriano.”

Gilmar Mendes lembrou ainda que o próprio dispositivo constitucional que veda a adoção de uma religião pelo Estado — artigo 19, inciso I — faz a ressalva quanto às colaborações de interesse público. “A ênfase na laicidade gera uma interpretação da Constituição de que a religião é uma inimiga do Estado, o que não tem fundamento”, disse.[4]

O jurista Ives Gandra Martins, por sua vez, afirma: “O Estado laico não é ateu ou agnóstico.”

Em recente julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministro Ricardo Lewandowski, ao defender o ensino religioso nas escolas públicas, lembrou que “a laicidade não implica no descaso estatal com as religiões, mas sim na consideração com as diferenças, de maneira à Constituição prever a colaboração do interesse público e as crenças”.

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O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em artigo para um jornal do Rio de Janeiro, afirma que tudo quanto toca na Religião deve ajustar-se às máximas da decência, do respeito e do decoro, que não podem ser violadas. ‘Corruptio optimi péssima’: nada pior do que o trato inadequado dos assuntos sacros.

“Não tomarás o seu Santo nome em vão, diz o Segundo Mandamento, que é indispensável lembrar a este propósito. Como é óbvio, este preceito não se refere só ao nome de Deus, mas a tudo quanto se relaciona com a Religião, a Igreja e a doutrina católica. Qualquer lapso nesta matéria pode facilmente - por vezes inadvertidamente - descambar em irreverência e até em blasfêmia.
Isto pode ser aplicado ao caso da referida peça teatral.

sábado, 23 de setembro de 2017

Decisão judicial causa histeria no lobby homossexual

Decisão judicial causa histeria no lobby 

homossexual


Por Jurandir Dias



A Justiça Federal do DF concedeu uma liminar permitindo que psicólogos do País ofereçam terapias de “reversão sexual” a homossexuais. O tratamento é proibido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) desde 1999. A determinação é do Juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho atendendo a uma ação movida por um grupo de psicólogos que pedia a suspensão da resolução 01/99 do CFP.

Segundo o magistrado, psicólogos se encontram impedidos de fazer atendimento clínico ou promover estudos científicos acerca da reversão sexual, o que afeta, segundo ele, “os eventuais interessados nesse tipo de assistência psicológica”.

O fato, porém, causou profundo descontentamento no meio dos homossexuais ativistas e teve muita repercussão na imprensa e nas mídias sociais.

Em sinal de protesto, o líder ativista LGBT, diretor executivo do “Grupo Dignidade”, Toni Reis, enviou um requerimento ao INSS (Instituo Nacional de Seguro Social) solicitando aposentadoria compulsória para todos os homossexuais. A atitude é uma ironia contra a medida judicial. Assim, declara Toni Reis: “Vamos formalizar, usar os mesmos argumentos utilizados pelo juiz de Brasília. Quero receber a primeira aposentadoria por doença gay.[1]

O pedido, feito em nome do ativista do lobby homossexual, pretende abrir precedente no INSS: “Já temos mais de 70 pessoas que pediram o modelo para também pedir aposentadoria. Se somos doentes, somos inválidos. Logo, temos que nos aposentar”, argumenta.

O pedido ainda calcula o que seria uma aposentadoria para o líder do “Grupo Dignidade”: “Como ainda não existe tabela para essa doença, sugerimos que o valor mensal do benefício seja 24 salários mínimos, com isenção de todo e qualquer imposto por motivo de crença (ou melhor, doença), e com direito a passaporte diplomático para poder empregar o tempo ocioso em viagens ao exterior, buscando a cura em centros avançados, e também divulgando a boa nova brasileira relativa à cura do ‘homossexualismo’.

Desonesto ou analfabeto


O advogado e Mestre em Direito pela PUC-SP, Antonio de Moura, foi incisivo ao criticar a mídia que deturpou o sentido da liminar: “Quem afirma que esta decisão judicial ‘tratou a homossexualidade como doença’ ou que ‘foi instalada a cura gay’ é muito desonesto ou analfabeto. Não há meio termo. É desonesto quem entendeu – e sabe que não é nada disso. É analfabeto quem leu e não entendeu – porque o Juiz Federal não disse nada (nada!) sobre considerar doença.”[2]
E continua: “Pelo contrário, a decisão preserva a redação integral da Resolução nº 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia, apenas afirmando que ‘a fim de interpretar a citada regra em conformidade com a Constituição, a melhor hermenêutica a ser conferida àquela Resolução deve ser aquela no sentido de não privar o psicólogo de estudar ou atender àqueles que, voluntariamente, venham em busca de orientação acerca de sua sexualidade, sem qualquer forma de censura’.”

Embora o homossexualismo não seja considerado doença, no Código Internacional de Doenças existem as seguintes classificações no CID10-F64: Transtornos de identidade sexual; F64.0 Transexualismo; F64.1 Travestismo bivalente; F64.2 Transtorno de identidade sexual na infância; F64.8 Outros transtornos de identidade sexual; F64.9 Transtorno não especificado de identidade sexual.[3]

 

A posição do católico face ao homossexualismo

 

O homossexualismo é um pecado que repugna até aos demônios. Assim revelou Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Catarina de Siena:


“Esse pecado, aliás, não desagrada somente a mim. É insuportável aos próprios demônios, que são tidos como patrões por aqueles infelizes ministros. Os demônios não toleram esse pecado. Não porque desejam a virtude; por sua origem angélica, recusam-se a ver tão hediondo vício. Eles atiram as flechas envenenadas de concupiscência, mas voltam-se no momento em que o pecado é cometido”.[4]

 

Em entrevista concedida à TV SBT em 29 de outubro de 1992, o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira dá o seguinte conselho a uma pessoa que tiver tendência ao homossexualismo:

“Eu distingo um jovem que tenha pendores homossexuais, mas que não atenda ao clamor desses pendores e que portanto se vence, de um jovem que capitula diante desses pendores e portanto cede à prática da homossexualidade.

“Se se trata de um jovem que tem tendência para a homossexualidade, mas que tem bastante energia, bastante domínio sobre si mesmo para resistir a essa tendência, eu diria a ele que eu o respeito e que eu o admiro e que peço a Deus que continue a ajudá-lo para que ele se mantenha puro, sem prática sexual condenável, que se ele tiver possibilidade de casar-se, case-se; eu só posso elogiá-lo nisso, e está acabado.

“Agora, se se trata de um jovem que caiu na prática homossexual, eu não posso deixar de ver nele uma criatura de Deus. Enquanto criatura de Deus, não posso deixar de desejar o bem dele, a salvação dele. E enquanto criatura de Deus também não posso deixar de o tratar com dignidade e respeito. Portanto, é nesses sentimentos que eu diria a ele o seguinte: Meu caro, eu compreendo que é difícil, é até heroico uma pessoa que abandonou a prática da pureza para se deixar arrastar por uma prática como essa, que é difícil abandoná-la. Mas a experiência mostra que é possível desde que você tome as precauções necessárias para não ser arrastado por essa prática. Quer dizer, você não se dê com pessoas que o convidem para isto, não se meta nos ambientes em que isto se pratica, e procure sobretudo desviar sempre seus olhares e seus pensamentos de práticas dessa natureza. Você, se conseguir isto, terá conquistado uma vitória brilhante e eu não só o felicitarei nessa ocasião como desde já o incito a iniciar a sua luta.

Se você não quiser, se esse esforço realmente grande, mas tão nobre, você preferir não o realizar para dar lugar às fruições ilegítimas a que sua natureza desordenada aspira, eu não posso deixar de lamentar, de ficar rezando para que Deus tenha pena de você e um dia o toque pela graça e o erga com as melhores disposições.”[5]

 




[1] http://paranaportal.uol.com.br/geral/apos-justica-liberar-cura-gay-lider-lgbt-pede-aposentadoria-compulsoria/
[2] http://www.ilisp.org/artigos/pare-com-histeria-justica-nao-autorizou-tratamento-da-homossexualidade-como-doenca/
[4] https://ipco.org.br/ipco/tfp-americana-contra-o-satanismo-nas-escolas/#.WcMq4IyPLIU

[5]http://www.pliniocorreadeoliveira.info/ENT_921029_homossexualismo.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+pliniocorreadeoliveira%2FBhHR+%28Plinio+Correa+de+Oliveira%29#.WcMRPYxSzIX